quarta-feira, 21 de março de 2012

Capitulo 34

As horas passavam rápido, mais rápido do que o normal. Vanessa estava sentada na sala de espera do hospital esperando alguma noticia de Zac. Os meninos - Gabriella e David - estavam bem, felizmente, assustados, mas bem. Os pais de Vanessa assim que souberam do acontecido foram ajudar Vanessa, os pais dela ficaram com os meninos na cada de Zac e Vanessa. Em quanto Vanessa e os pais de Zac esperavam noticias.
Vanessa andava de um lado para o outro, não parava de pensar o pior. Por mais que obrigasse sua mente a pensar em coisas boas, ela se recusava e insistia em ter pensamentos negativos. A cada medico ou enfermeira que passava por eles, a atenção de Vanessa ia direto para eles, mas percebia que nenhum deles era o que atendia Zac.

 - Senhorita Hudgens? - disse uma enfermeira.
 - Sou eu! - disse levantando da cadeira, limpando as lagrimas com a beirada do moletom. - Como ele esta? Ele esta bem? Posso vê-lo? ANDE, NÃO ME ESCONDA NADA. - Gritou.
 - Acompanhe-me. Os senhores também - disse aos pais de Zac.

Vanessa mordia a barra da manga do moletom de nervoso para não roer as unhas. Assim que entrou na sala do medico cedeu os lugares para Starla e David

 - Então doutor. - disse Starlla tentando permanecer-se calma
 - Vá direto ao ponto, não estou aguentando mais. - disse Vanessa suplicando.
 - Pois bem, como sabe temos uma equipe de ótimo...
 - Direto ao ponto por favor - disse Vanessa entre os dentes.
 - Então tá. Eu sinto muito, fizemos o possível e o impossível para salva-lo, mas não foi possível. - Ele olhou para Vanessa que parecia não acreditar - Eu realmente sinto muito.
 - Seu, seu... - Vanessa procurou a palavra certa e então disse. - imprestável. - Vanessa respirou fundo, ou partiria para cima do medico.
 - Eu sei que é difícil, mas...
 - "Mas" - imitou o medico - sinto muito, mas o seu "mas" não vai trazer o meu marido de volta, o seu "mas" não vai mudar os fatos. O SEU "MAS" NÃO VAI FAZER DIFERENÇA ALGUMA.
 - Vanessa - disse Starla.
 - O que foi? - disse respirando fundo.
 - Por favor calma.
 - Não, meu Deus. Como.. Ah, quer saber, preciso sair daqui.

Vanessa passou por todos nos corredores do hospital sem dar a minima atenção a ninguém, pegou sua bolsa, e saiu do hospital. Fechou os olhos, sentiu a brisa fria da noite, respirou fundo... e disse a si mesma:

 - O que sera daqui pra frente? O que sera de Gabriella e David? Meu Deus... - as lagrimas insistiam em cair. Não conseguia ver sua vida daqui para frente, não tinha noção de por onde começar, não sabia para onde ir, como fazer e o que fazer.

Estava sem rumo, sem vida e principalmente sem ele. O resto da noite foi longa. Encarar os fatos foi mais difícil do que Vanessa pode imaginar. Assim que voltou para o hospital preferiu não ver o corpo de Zac. Para ela seria mais doloroso assim. Seria melhor, ou talvez não...?
Ficou um pouco mais no hospital para assinar o atestado de óbito. "Isso não pode ser real, ok Vanessa, você usou drogas?" - perguntou a si mesma "Não, isso é um sonho, tenho certeza. Meu Deus, Zachary porque você e não eu?" Algumas lagrimas a mais caíram de seu rosto e pousaram no papel.
(...)
A parte mais difícil de todas, seria o enterro e felar do falecimento para os amigos e parentes. Vanessa chegou em casa destruída, quando chegou os filhos já estavam dormindo. Já estavam mais calmos e menos assustados.

 - Minha filha - disse Gina abraçando a filha.
 - Acabou mãe, a minha vida acabou.

Vanessa subiu para o quarto, sem falar mais nada. Estava de luto. Porem antes de ir para o quarto foi para o quarto dos filhos, eles dormiam tão tranquilos no berço. Tão lindos.

 - A mamãe promete nunca abandonar vocês, eu amo vocês. - Acariciou o rosto de David. - E o papai também - olhou Gabriella. - Nada, nada, nem ninguém vai nos separar.

Vanessa, ficou no quarto mais um pouco, tinha doces lembranças de Zac. Assim que chegou ao seu quarto, colocou os sapatos em um canto, deitou na cama, e abraçou uma camisa de Zachary que estava em cima da cama.

 - Eu sinto sua falta Zac. - ao meio de lagrimas ela adormeceu...
(...) Na manha seguinte

 - Vanessa, Vanessa...